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Bitcoin: com mercado futuro, foi dada a largada para briga de gigantes

A estreia das criptomoedas no mercado futuro dos Estados Unidos foi um acontecimento para corações fortes. Após abrir cotada em US$ 15 mil, a moeda virtual saltou para US$ 18.580 na Chicago Board Options Exchange (CBOE), o que fez o sistema de segurança acionar o circuit break por duas vezes para evitar volatilidade excessiva nas operações.

estilo.online Redação

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Embora a estreia não negociasse especificamente a bitcoin, e sim a moeda digital da Gemini, uma corretora que trabalha nesse mercado, o interesse dos investidores ficou mais aguçado. O grande teste acontecerá no próximo dia 18, quando a CME — maior plataforma mundial de contratos futuros — vai começar a negociar contratos futuros de bitcoin baseados nos preços de diversas corretoras. Outro peso-pesado das Bolsas, a Nasdaq — que negocia títulos de empresas de tecnologia — também pretende abocanhar uma parte desse bolo.

Para saber de ganhos e riscos desse novo mercado futuro das criptomoedas, a Sputnik Brasil conversou com exclusividade com Luciano Rolim, gerente de mídias sociais da Atlas Quantum, uma das maiores operadoras do ramo no Brasil. Ele destaca que um dos grandes atrativos da criptomoeda é o fato de ela ser um ativo digital que não precisa necessariamente ter um intermediário para se realizar uma operação financeira. Além disso, não há taxas de corretagem, limitações de horários comerciais ou de fronteiras.

Só este ano no Brasil, a criptomoeda já valorizou 1.500%, rompendo a barreira dos US$ 10 mil. Rolim diz que a moeda tem vantagens, mas o crescimento não deixa claro se, às vezes, seria ou não uma bolha especulativa. Segundo ele, embora muitas pessoas estejam investindo por acreditar na possibilidade de retorno, muitas outras estão investindo movidas apenas pela ganância.

“Se a gente olhar o histórico do bitcoin até o momento, a gente percebe que a volatilidade é muito alta, com grandes altas e quedas. Por isso, se o investidor for tradicional, é recomendável começar com uma percentagem pequena de seus ativos alocada em bitcoin e em outras criptomoedas. Se for uma bolha especulativa, a perda não vai atrapalhar a estratégia de investimento”, diz o executivo da Atlas Quantum. Rolim acredita que a decisão de Bolsas entrarem nesse mercado a tendência é de um grande fluxo de investimento, uma vez que está chamando mais atenção no mercado financeiro internacional.

“Alguns bancos, corretoras e fundos de investimento estão começando a levar o bitcoin mais a sério. Isso está mudando. A moeda já tem um volume de mercado de mais de US$ 270 bilhões. Cada vez mais muitos investidores estão começando a querer investir em bitcoin através de meios tradicionais como bancos e corretoras, e até agora os grandes gestores de fundos não tinham uma resposta para isso. Quando a CBOE e a Bolsa de Mercadorias de Chicago anunciaram que iriam ter negociações de futuro de bitcoin, essa foi uma grande válvula de escape para os investidores tradicionais porque os grandes fundos de investimento podem desenvolver suas estratégias numa escala muito maior”, observa o especialista. Ele observa, contudo, que o fato de o mercado de bitcoin ser muito mais volátil que o da própria Bolsa acaba atraindo uma parcela expressiva de especuladores.

O sucesso do bitcoin incomoda, porém, grandes grupos do mercado financeiro, no Brasil e no mundo. Nos EUA, grandes corretoras como Goldman Sachs e JP Morgan Chase não autorizam a negociação com contratos futuros das criptomoedas ou restringem a permissão para alguns clientes. No Brasil, há queixas de algumas corretoras que Bradesco e Itaú estão fechando a conta dessas empresas sob diversas alegações que não diretamente ligadas à concorrência.

Rolim afirma que o sucesso do bitcoin talvez seja uma resposta de mercado ao uso do que ele qualifica de políticas irresponsáveis adotadas para valorização de moedas pelos bancos centrais de diversos países. Segundo o especialista, a vantagem da criptomoeda é ela não ter esse “lastro governamental”, além de ter uma garantia de limite de unidades garantido pelo próprio protocolo da moeda. Em outras palavras: não vai haver risco de hiperinflação ou manipulação monetária, que cria moeda sem parar.

“Após a crise de 2008, a maioria dos bancos centrais dos países desenvolvidos colocou o juro lá embaixo, fez as estratégias chamadas de quantitivismo, pelo qual títulos podres de empresas e bancos eram comprados pelos governos e era emitido dinheiro novo para compensar isso. Mesmo que o bitcoin seja uma bolha, é um campo distinto dessa outra crise que se deve mais ao mercado tradicional. Se ocorrer alguma crise no próximo ano no mercado financeiro internacional, quem vai se sair muito bem é quem tem ouro e bitcoin”, prevê Rolim.

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Rússia, China, Irã e Venezuela usarão criptomoedas para desafiar EUA, diz relatório

Os adversários geopolíticos dos EUA estão implantando a tecnologia blockchain para combater o poder financeiro americano, afirma o novo relatório da Fundação Americana para Defesa da Democracia (FDD).

estilo.online Redação

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Com a adoção de moedas digitais por todo o mundo, estão em andamento esforços para construir novos sistemas de transferência de dinheiro que funcionem fora da infraestrutura bancária convencional, escreveu a FDD em uma análise abrangente divulgada na quinta-feira (11).

O relatório ressalta que os governos da Rússia, China, Irã e Venezuela estão experimentando a tecnologia que sustenta o mercado de criptografia.

Esses países estão priorizando a tecnologia blockchain como “componente-chave de seus esforços para combater o poder financeiro dos EUA”.

“A Rússia, o Irã e a Venezuela iniciaram experimentos de tecnologia blockchain, que seus líderes encaram como ferramentas para compensar o poder coercitivo financeiro dos EUA e aumentar a resistência às sanções. A China também desconfia do poder financeiro dos EUA e da constante ameaça de sanções contra as autoridades chinesas”, diz-se o estudo.

Sistemas alternativos

De acordo com o documento, os esforços das quatro nações vão além da mera tentativa de contornar as sanções, pois “buscam reduzir o poder das sanções unilaterais e multilaterais através do desenvolvimento de sistemas alternativos de pagamento para o comércio global”.

Os autores do relatório observaram que a posição de influência dos EUA não é necessariamente permanente.

“A tecnologia criou um caminho potencial para sistemas alternativos de transferência de valores financeiros fora do controle dos EUA”, escreve-se no estudo.

“O calendário pode ser de duas a três décadas, mas esses atores estão desenvolvendo os elementos de construção agora. Eles imaginam um mundo em que a tecnologia das criptomoedas os ajude a ofuscar o poder financeiro dos EUA, da mesma forma que o dólar uma vez ofuscou a libra britânica”, finaliza a FDD.

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Facebook acaba de anunciar sua nova moeda virtual, a Libra

A nova moeda digital chamada Libra foi anunciada nesta terça-feira (18) pelo Facebook, a maior rede social virtual do mundo.

estilo.online Redação

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Espera-se que a nova criptomoeda ajude bilhões de usuários a realizar transações internacionais.

Como o Facebook é atualmente usado por mais de dois bilhões de pessoas, estima-se que a nova moeda virtual possa se tornar uma importante fonte de renda para o gigante das mídias sociais, e pode potencialmente alterar seu modelo financeiro convencional, informou o The Guardian.

Assim como a maioria das criptomoedas, a Libra será operada e protegida por qualquer parte interessada que tenha acesso a um computador.

No entanto, a decisão da empresa no envolvimento no setor financeiro gerou ansiedade entre as autoridades britânicas e americanas.

Em maio, o Comitê de Bancos, Habitação e Assuntos Urbanos do Senado dos EUA dirigiu-se ao CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, em uma carta solicitando respostas sobre privacidade e regulamentação financeira das mídias sociais.

“É importante entender como as grandes plataformas sociais disponibilizam dados que podem ser usados de maneiras com grandes implicações para a vida financeira dos consumidores […] Também é importante entender como as grandes plataformas sociais usam dados financeiros para traçar o perfil e atingir os consumidores”, diz a carta.

Rumores de que o gigante das redes sociais, proprietário do Instagram e do WhatsApp, planeja criar sua própria moeda digital, têm circulado desde 2018.

O anúncio do Facebook vem depois que a vice-presidente da empresa americana para a Europa, Nicola Mendelsohn, disse no início deste mês que a empresa criará mais 500 empregos em tecnologia em Londres, incluindo cem oportunidades de trabalho em inteligência artificial. Londres é o maior centro de engenharia do Facebook fora dos Estados Unidos.

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Facebook pretende lançar criptomoeda, diz mídia

Facebook teria passado um ano trabalhando secretamente no projeto de sua criptomoeda.

estilo.online Redação

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Vale ressaltar que o Facebook tentou obter uma moeda virtual há uma década, mas acabou falhando, entretanto, na época, a empresa não contava com uma base de dois bilhões de usuários.

Os executivos da rede social se encontraram com a equipe de criptomoeda para discutir o anúncio de seu próprio sistema de pagamento digital, segundo o The Financial Times.

O Facebook planeja lançar sua própria ferramenta de criptomoeda, GlobalCoin, no primeiro trimestre de 2020, porém pode ser testada no final de 2019, afirma a BBC.

Uma equipe secreta teria trabalhado por mais de um ano no projeto do GlobalCoin, com isso, espera-se que a criptomoeda do Facebook não permita apenas que seus usuários comprem coisas e enviem dinheiro por meio das plataformas da empresa, como também façam pagamentos fora delas.

Anteriormente, a mídia social já havia demonstrado intenções relacionadas aos sistemas de pagamento digital.

“Eu acredito que deva ser tão fácil enviar dinheiro para alguém como enviar uma foto”, afirmou Mark Zuckerberg, fundador do Facebook.

Segundo relatos, a empresa também esteve envolvida em negociações com instituições financeiras, comerciantes on-line, empresas e bolsas de criptomoedas que podem converter o dinheiro digital em outras moedas virtuais ou impressas, incluindo o dólar.

Além disso, Mark Zuckerberg discutiu a ideia com o presidente do Banco do Reino Unido, Mark Carney, e autoridades do Tesouro norte-americano, acrescenta a BBC.

A Western Union, empresa de transferência de dinheiro, também foi envolvida nas negociações.

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