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Conselho de Medicina divulga nova cirurgia aliada contra a diabetes tipo 2

Com a nova resolução, a pasta espera contribuir para a possibilidade de redução das taxas de morbidade e mortalidade no Brasil por meio do controle da doença

estilo.online Redação

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A diabetes tipo 2 alcançou o status de epidemia e é uma das principais causas de acidente vascular cerebral, insuficiência renal e cegueira

Os portadores de diabetes tipo 2 ganharam mais uma aliada na luta contra a doença. O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou hoje os novos critérios para a realização de cirurgia metabólica no país. Antes a técnica era apenas de caráter experimental.

Para se submeterem à cirurgia, os pacientes devem ter o índice de massa corpórea (imc) entre 30kg/m2 e 34,9 kg/m2, com a condição de que a doença não tenha conseguido sucesso com o tratamento clínico. Deve ter idade mínima de 30 anos e máxima de 70 anos. O diagnóstico de diabetes tipo 2 deve ter menos de 10 anos. Com a nova resolução, a pasta espera contribuir para a possibilidade de redução das taxas de morbidade e mortalidade no Brasil por meio do controle da doença.

Segundo o Membro da Câmara Técnica de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e diretor do Centro de Obesidade e Diabete Oswaldo Cruz, Ricardo Cohen, a cirurgia não exclui a possibilidade de remédios para evitar a volta da doença e é a última opção a ser considerada.

“Essa cirurgia acompanha mais de 50 países do mundo. A longo prazo, ambas promovem perda de peso, que além de melhorar a qualidade de vida do indivíduo deixa as células gordurosas mais sensíveis à ação da insulina. Vamos permitir acesso a pacientes que são segregados por conta do peso, quando o que tem que fazer é incluir por conta da gravidade. Temos que priorizar o mais doente, não o mais pesado ou mais leve”, explica.

A indicação da cirurgia se dará pela indicação de dois médicos especialistas em endocrinologia, tendo em vista a segurança do paciente. Isso desde que apresente laudo que comprove o não sucesso do tratamento por remédios orais e injetáveis, além de mudança no estilo de vida do paciente.

Há dois tipos de cirurgia metabólica: Por derivação gastrojejunal em Y-de-Roux (DGJYR) ou gastrectomia vertical (GV) e funcionam através de mecanismos que fazem o pâncreas do indivíduo ‘acordar’ e produzir insulina. Com isso, os tecidos diminuem a resistência à ação da insulina que aumentou. A cirurgia só poderá ser feita em hospitais de grande porte, com UTI e equipe multidisciplinar.

A diabetes tipo 2 alcançou o status de epidemia e é uma das principais causas de acidente vascular cerebral, insuficiência renal e cegueira. No Brasil, o número de pessoas diabéticas em 2015, com idade entre 20 e 79 anos, atingiu a marca de 14,3 milhões. Em 2040, a expectativa é de que chegue a 23,3 milhões de pessoas.

Com a portaria, a cirurgia fica autorizada no país. No SUS, depende da pasta incorporar no rol de tratamentos que oferece. O texto da resolução n° 2172/2017 foi enviado ao Diário Oficial da União e entrará em vigor após a sua publicação.

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Substância produzida pelo organismo tem potencial para tratar diabetes

Um pesquisador brasileiro identificou uma substância produzida pelo organismo que ajuda a controlar os níveis de glicose

estilo.online Redação

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O pesquisador brasileiro Luiz Osório Leiria, durante pesquisa de pós-doutorado na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, identificou uma substância produzida pelo organismo que ajuda a controlar os níveis de glicose e pode ser uma alternativa para o combate a diabetes. Atualmente ele é pesquisador do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Em artigo publicado na revista Cell Metabolism, Leiria descreve pela primeira vez as funções de tal substância, o lipídio 12-HEPE, um tipo de gordura que é produzida e liberada pelo tecido adiposo marrom. O tecido adiposo marrom está principalmente relacionado à regulação térmica do organismo por meio da produção de calor. Já o tecido adiposo branco é aquele relacionado com a obesidade e tem a função é acumular gordura quando há excedente energético disponível.

Na pesquisa, Leiria descobriu que camundongos obesos tratados com o lipídio 12-HEPE apresentaram maior eficiência na redução dos níveis de glicose no sangue depois de receberem uma injeção com glicose concentrada, na comparação com os camundongos que não tinham recebido o tratamento com o lipídio.

“Mostramos que o 12-HEPE foi capaz de melhorar a tolerância à glicose em animais obesos, o que se deve à capacidade deste [lipídio] de promover a captação da glicose no tecido adiposo e no músculo. Aumentar a tolerância à glicose significa dizer a capacidade de transportar a glicose para os tecidos após uma ingestão alta de alimento (com glicose) reduzindo os níveis de glicose no sangue”, disse Luiz Osório Leiria.

O pesquisador demonstrou que o efeito benéfico do lipídio se deu pela capacidade do 12-HEPE promover a captação de glicose tanto no músculo quanto no próprio tecido adiposo marrom.

A importância da descoberta para um possível tratamento de pessoas com diabetes se dá porque os pacientes nessa condição têm seus níveis de glicose no sangue elevados e precisam de medicação para reduzir esses níveis. Leiria identificou, na pesquisa, que o lipídio 12-HEPE havia realizado a função de diminuir o nível de glicose no sangue entre os camundongos obesos.

“É cedo pra dizer, mas pode significar sim [um novo tipo de tratamento], pois no diabetes tipo 2 que ocorre intolerância à glicose, ou seja, ocorre um defeito da capacidade do organismo em captar a glicose após uma refeição e com isso a glicemia permanece elevada por muito tempo”, explicou.

Nos testes clínicos realizados com pacientes humanos, ao coletar amostras de sangue de pessoas magras e saudáveis, assim como de pacientes com sobrepeso e obesos, verificou-se que a quantidade de 12-HEPE do primeiro grupo foi maior do que no sangue dos pacientes com sobrepeso e obesos.

Ou seja, a pesquisa sugere a possibilidade de que a redução dos níveis desses lipídios na corrente sanguínea de pessoas obesas contribua, de alguma forma, para o aumento da glicose no sangue destes pacientes. A substância ainda não foi testada como tratamento em humanos, mas o pesquisador afirma que pretende fazer os testes no futuro.

Nos testes in vitro em células adiposas provenientes de humanos, os resultados mostraram que 12-HEPE aumentou a captação de glicose. “Em humanos, sabemos duas coisas: os níveis do lipídio são reduzidos em humanos obesos e, quando indivíduos tomam uma droga (Mirabegron) que ativa o tecido adiposo marrom, o lipídio é liberado no sangue”, contou Leiria.

Um remédio já comercializado no país chamado Mirabegron, indicado para o tratamento de uma disfunção urinária conhecida como bexiga hiperativa, tem também a capacidade de ativar o tecido adiposo marrom. A pesquisa de Leiria mostrou que pacientes tratados com esse medicamento têm níveis mais elevados de 12-HEPE no sangue.

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Dorme mal? A negatividade pode estar atrapalhando o sono

Antes de se deitar, coloque os problemas de lado, e pense em coisas coas

estilo.online Redação

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Anda constantemente preocupado, acha que tudo vai dar errado e chega à noite e não consegue dormir? Pois saiba que isso pode ser consequência da negatividade em sua vida.

Um novo estudo concluiu que pessoas pessimistas dormem pior do que aqueles que tentam manter uma atitude positiva em relação à vida.

O estudo é da Universidade de Illinois e nele participaram mais de 3.500 pessoas, com idades entre os 32 e os 51 anos, que foram desafiadas a revelar com quanto entusiasmo ou negatividade encaram determinadas situações. Essas respostas foram depois comparadas com a qualidade do sono de cada um dos participantes.

No final, se verificou que aqueles que apresentavam um maior nível de otimismo conseguiam ciclos de sono de entre seis a nove horas todas as noites, tinham menos insônias e não tinham tanto sono durante o dia.

O jornal Metro britânico salientou sobre a pesquisa que pessoas pessimistas vivem com maiores níveis de stress, sendo este um dos fatores que mais impede as pessoas de conseguir adormecer.

“As pessoas otimistas têm mais facilidade em olhar para os problemas com uma atitude ativa e de interpretar momentos de stress de forma mais positiva, reduzindo as suas preocupações e pensamentos ruminativos quando tentam adormecer”, explica Rosalba Hernandez, uma das responsáveis pelo estudo.

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Cientistas criam vacina pra quem é alérgico a gatos

estilo.online Redação

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Pesquisadores do Hospital Universitário de Zurique, na Suíça publicaram um estudo no Journal of Allergy e Clinical Immunology, sobre a criação de uma vacina para que é alérgico a gatos.

A ciência por trás da ‘vacina’ contra alergia é simples: os gatos produzem a proteína Fel d 1, de acordo com a IFLScience.

Os cientistas suíços testaram sua ‘vacina’ HypoCat em 54 gatos, que então produziram anticorpos que poderiam incapacitar Fel d 1.

“Estamos trabalhando neste projeto há mais de cinco anos. A alergia a gatos é um grande problema e muito difícil para os donos de gatos com alergia. Portanto, nossa abordagem pode ter implicações importantes”, disse Martin Bachmann, um dos pesquisadores do estudo.

Quando

Quando questionado sobre o tamanho da amostra para testar a ‘vacina’, Bachmann respondeu:

“Sentimos que os números e as conclusões são suficientes para impulsionar nosso investimento em desenvolvimento adicional.

Isso também se reflete no fato de que o JACI, o jornal de alergia Nr 1, publicou nosso estudo.

De acordo com Bachmann, a vacina que se chama HypoCat estará disponível “em 2022”.

“Não podemos dizer qual será o valor exato neste momento, mas definitivamente será acessível para os donos de animais na mesma linah de outros produtos veterinários”, disse o pesquisador.

Em 2020, mais estudos de testes de segurança e eficácia serão iniciados. ”

Além disso, Bachmann deu a entender que a equipe de pesquisa está“ iniciando ”o trabalho em uma ‘vacina’ para cães produzirem menos alérgenos.

No Ocidente, 1 em cada 10 pessoas são alérgicas a essa proteína.

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