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Pilotos de Fórmula 1 mostram união rara devido a receios com rumo do esporte

estilo.online Redação

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Os pilotos de Fórmula 1, inclusive o tetracampeão britânico Lewis Hamilton, mostraram uma unanimidade rara se filiando ao sindicato da categoria devido a preocupações com o rumo do esporte.

O presidente da Associação de Pilotos de Grande Prêmio, Alex Wurz, disse à rede BBC nesta quarta-feira que agora a organização sediada em Mônaco tem 100 por cento de filiação “talvez pela primeira vez em nossa história”.

Hamilton, que conquistou seu quarto título com a Mercedes neste ano, não esteve filiado nas últimas temporadas, e Kimi Raikkonen, campeão com a Ferrari em 2007, tampouco era membro.

Wurz disse que a F1, cuja propriedade passou para a norte-americana Liberty Media em janeiro, está entrando em “um período de evolução, mudança e talvez de algum grau de tumulto”.

“Eles (pilotos) reconhecem que precisam estar unidos e representados para enfrentar esse desafio”. A maioria dos contratos entre equipes e detentores de direitos comerciais vence até o final de 2020, assim como um acordo sobre o tipo de motor que a modalidade deveria usar.

A Ferrari, escuderia mais antiga e bem-sucedida da F1 que recebe pagamentos especiais e tem direito de veto, ameaçou sair se considerar que as mudanças vão de encontro aos seus interesses.

O ex-piloto de F1 Wurz disse que uma das maiores preocupações é o risco de valores essenciais serem reduzidos.

O austríaco afirmou que os pilotos querem “evitar que qualquer política de disputa de poder acabe comprometendo o desempenho na pista. Os pilotos acreditam que a união é fundamental para o sucesso do esporte”.

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Automobilismo

Os 25 anos da morte de Senna será marcado por homenagens

As homenagens ao astro brasileiro acontecerão em Interlagos e em Ímola

estilo.online Redação

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Os 25 anos da morte de Ayrton Senna vão ganhar homenagens nesta quinta-feira em duas pistas especiais para o piloto. Em Interlagos, o festival “Senna Day” terá atividades para o público como simuladores de corrida, exposições de itens do tricampeão mundial e apresentações musicais. Outro local de celebrações será em Ímola, com uma missa que terá início exatamente no horário do acidente: 14h17.

Apesar da lembrança triste pela morte, em Ímola o piloto ganhou três corridas da Fórmula 1 (1988, 1989 e 1991). No autódromo há um museu com uma parte dedicada ao brasileiro, além de uma estátua. Piloto de Fórmula 4, o brasileiro Enzo Fittipaldi, de 17 anos, visitou a pista recentemente para se inspirar em um dos ídolos que tem na carreira.

“Para mim foi muito especial a visita, porque ele é um dos meus ídolos. Sempre assisto vídeos dele pilotando. Foi emocionante passar ao lado do local do acidente. Tem muitas flores, fotos e mensagens do mundo inteiro deixadas por fãs. É um local de muita energia e você sente paz. Só se ouve os passarinhos cantando, o vento soprando nas árvores. É muito especial mesmo”, contou. “Senna foi muito rápido na chuva, assim como é exemplo na disciplina e dedicação que teve pelo esporte. Ele era muito incrível”, disse.

Em Ímola, além da missa, haverá uma visita guiada à pista e aos boxes. O autódromo está fora do calendário da Fórmula 1 desde 2006 e nos últimos anos tem recebido principalmente corridas de categorias italianas e provas de atletismo.

A festa em Interlagos começará às 7h. Ao longo do dia, as atividades terão recreação para as crianças, baterias de kart, shows musicais e a experiência de uma volta onboard em Interlagos narrada pelo próprio Senna.

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Automobilismo

Piloto da Stock Car morre em acidente na rodovia Anhanguera

O piloto Vinicius Margiota morreu em um acidente na rodovia Anhanguera, em Jundiaí, no interior de São Paulo

estilo.online Redação

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O piloto Vinicius Margiota, de 23 anos, morreu na madrugada desta quarta-feira em um acidente na rodovia Anhanguera, em Jundiaí, no interior de São Paulo. Participante da última temporadas da Stock Light, categoria de acesso à Stock Car, ele dirigia uma caminhonete que trafegava pela contramão e bateu de frente em um caminhão em uma das alças de acesso da estrada com a rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto.

Segundo informações do 4.° Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual, que fez o atendimento do acidente, a batida foi às 3h23 da manhã. Margiota conduzia em alta velocidade, sem estar com outros passageiros na caminhonete, e morreu no local da batida, antes mesmo do socorro. O motorista do caminhão também estava sozinho no veículo e nada sofreu.

Margiota era natural de Piracicaba (SP) e estreou na Stock Light em 2018. Pela categoria, ele competiu por duas equipes e teve como melhores resultados dois segundos lugares nas etapas de Velo Città, em Mogi Guaçu (SP), e em Londrina (PR). Antes disso, ele havia sido campeão da Sprint Race em 2016. Em 2019, ele havia deixado a Stock Car e trabalhava para dar continuidade na carreira como piloto.

A Vicar, promotora da Stock Car e Stock Light, lamentou em nota oficial o acidente e promete realizar na próxima etapa, em 5 de maio, em Velo Città, um minuto de silêncio em homenagem ao competidor. “Toda a comunidade envolvida com a Stock Car lamenta profundamente a perda deste jovem companheiro de pista”, disse a nota.

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Ferrari discute uso de ‘sensor mágico’ após queda de rendimento na F-1

A escuderia italiana e Vettel se complicaram de vez no campeonato nestas três últimas provas

estilo.online Redação

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É uma novela que há meses movimenta os bastidores da Fórmula 1: a vantagem de potência do motor Ferrari, especialmente após a quarta etapa, no Azerbaijão, chamou a atenção dos rivais. Mais do que isso, engenheiros que os italianos perderam para a Mercedes explicaram o funcionamento das chamadas baterias gêmeas e, desde então, os alemães vêm tentando pressionar a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para verificar o propulsor ferrarista.

Foram várias as tentativas da FIA, até a instalação, no final de semana do GP de Singapura, de um segundo sensor que determina o fluxo energético das baterias. De lá para cá, o time italiano não se encontrou. Diretor de provas da entidade, Charlie Whiting não negou a existência do sensor, mas afirmou que ele não tem relação direta com a queda de performance da Ferrari.

“Existe a especulação de que colocamos um ‘sensor mágico’ no motor deles. Não vou comentar sobre isso. Mas vou dizer que, em termos do que tem sido noticiado, não concordo com o que foi sugerido. Não há nenhuma ligação [entre o sensor e a queda de rendimento].”

O discurso de Lewis Hamilton depois do GP do Japão, contudo, foi diferente. O inglês não costuma comentar o assunto, mas, perguntado pela reportagem em Suzuka sobre quais seriam os motivos da melhora do desempenho da Mercedes e a queda de seus rivais, disse que a Mercedes “trouxe apenas uma pequena melhoria, que vale algo em torno de 50 milésimos, para a Rússia, e não levou mais nada para o Japão”.

“Então, não fomos nós que melhoramos. Nós temos uma ideia do que aconteceu, mas eu não quero falar nisso. Era algo que achávamos que estava acontecendo e é isso mesmo.”

Questionado se referia-se a algo do carro da Ferrari, o inglês apenas disse que sim.

Há duas linhas de pensamento: uns dizem que o sensor passou a impedir que o sistema funcionasse da mesma maneira que antes, enquanto outros veem motivos diferentes para a queda ferrarista.

Ao invés de culpar o sensor, há quem defenda que a tal bateria gêmea da Ferrari desgastaria o motor de tal forma que não poderia ser mais usada, uma vez que o time italiano, assim como os demais, está economizando equipamento para evitar punições pois, a grosso modo, cada piloto pode usar só três motores por ano.

Outro fator que estaria atrapalhando o rendimento é a falta de desenvolvimento do carro. Até Singapura, basicamente tudo o que era colocado no carro gerava algum tipo de melhora. Em Suzuka, porém, asa e suspensão novas foram testadas, mas acabaram sendo removidas após os primeiros treinos livres. A correlação, feita no simulador pelo piloto de testes Daniil Kvyat, entre os treinos e a classificação comprovou que o carro estava melhor sem as novidades.

Isso casa com o que Sebastian Vettel disse sobre as suspeitas de que o sensor tenha feito a Ferrari diminuir a potência das baterias de sua unidade de potência. “Estamos correndo com toda a potência”, afirmou. “Acho que estamos perdendo mais tempo nas curvas do que nas retas. Então não acho que seja isso.”

O problema é que os dados não mostram exatamente “isso”. Em Singapura, a Renault notou, por meio de seu sistema de GPS, que a vantagem que a Ferrari tinha há meses na parte final das retas tinha desaparecido. E, em Suzuka, a Mercedes começou o fim de semana com 10m/h a mais que os italianos e se deu ao luxo de adotar um acerto com mais carga aerodinâmica, mais eficiente para as curvas, ao longo do final de semana. Na corrida, a Mercedes economizou seus motores, como revelou o finlandês Valter Botas logo após a prova.

Seja qual for o motivo da queda misteriosa, o fato é que Ferrari e Vettel se complicaram de vez no campeonato nestas três últimas provas. A disputa de pilotos pode ser decidido já na próxima etapa, no GP dos Estados Unidos. E a Mercedes tem chances de fechar o de construtores na etapa seguinte, no México.

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