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Por que o homem não pisou mais na Lua?

Foi, nas palavras de Neil Armstrong, um pequeno passo para o homem, mas um salto enorme para a humanidade.

estilo.online Redação

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Estados Unidos enviaram seis tripulações à Lua entre 1969 e 1972

Em 21 de julho de 1969, às 2h56 no horário local (0h56 no horário de Brasília), um ser humano – no caso, Armstrong – pisou pela primeira vez na Lua. A notícia estremeceu o mundo. Outras cinco expedições americanas chegaram ali até dezembro de 1972, quando Eugene Cernan fechou o ciclo de alunissagens, ou seja, de pousos na superfície da Lua. Depois dele, nenhum homem voltou ao satélite natural da Terra em mais de 45 anos.

Muitas teorias de conspiração foram criadas deste então para apoiar a ideia de que as alunissagens nunca aconteceram e que as imagens que se difundiram não foram nada mais do que montagens feitas em estúdios de televisão. Mas os motivos, na verdade, são outros: dinheiro, relevância científica e, é claro, questões políticas.

Como suas curtidas, ‘parabéns’ e até cantadas dão credibilidade a fakes
Cientistas vão pesquisar asteroide interestelar em busca de tecnologia alienígena
Mas quase meio século depois, o governo dos Estados Unidos anunciou que pretende voltar ao satélite em breve. E que isso pode ser só uma primeira parada em uma jornada para a conquista de Marte.

Em 21 de julho de 1969, às 2h56 no horário local (0h56 no horário de Brasília), um ser humano – no caso, Armstrong – pisou pela primeira vez na Lua. A notícia estremeceu o mundo. Outras cinco expedições americanas chegaram ali até dezembro de 1972, quando Eugene Cernan fechou o ciclo de alunissagens, ou seja, de pousos na superfície da Lua. Depois dele, nenhum homem voltou ao satélite natural da Terra em mais de 45 anos.

Muitas teorias de conspiração foram criadas deste então para apoiar a ideia de que as alunissagens nunca aconteceram e que as imagens que se difundiram não foram nada mais do que montagens feitas em estúdios de televisão. Mas os motivos, na verdade, são outros: dinheiro, relevância científica e, é claro, questões políticas.

– Como suas curtidas, ‘parabéns’ e até cantadas dão credibilidade a fakes
– Cientistas vão pesquisar asteroide interestelar em busca de tecnologia alienígena

Mas quase meio século depois, o governo dos Estados Unidos anunciou que pretende voltar ao satélite em breve. E que isso pode ser só uma primeira parada em uma jornada para a conquista de Marte.

Na segunda-feira, o presidente Donald Trump aprovou a Diretriz de Política Espacial 1, uma ordem presidencial que autoriza a Nasa a enviar novamente missões tripuladas à Lua.

A previsão é que a diretriz, que foi firmada sem consulta prévia ao Senado, só entre em vigor quando restar ao presidente dois anos na Casa Branca. Mas tendo em vista os prazos para a aprovação dos orçamentos, muitos especialistas temem ela não será efetiva – a menos que Trump seja reeleito em 2020.

Entenda a seguir o que fez os Estados Unidos, e nenhum outro país, não enviarem uma tripulação sequer à Lua em quase meio século – e por que isso pode mudar agora.

Questão de orçamento

Com a façanha de Armstrong, os Estados Unidos foram coroados em sua batalha pela corrida espacial com a então União Soviética, que já havia colocado um cachorro e um tripulante, Yuri Gagarin, no espaço, mas não conseguiu chegar muito além da atmosfera terrestre.

A iniciativa foi, no entanto, extremamente dispendiosa.

“Enviar uma nave tripulada à Lua era extremamente caro, e realmente não há uma explicação verdadeiramente científica para sustentá-la”, explica à BBC Mundo Michael Rich, professor de Astronomia da Universidade da Califórnia em Los Angeles.

De acordo com o especialista, para além do interesse científico, por trás das missões à Lua encontravam-se razões políticas – basicamente a competição pelo controle do espaço.

Ao longo dos anos, com a Lua “conquistada” pelos Estados Unidos, pisar no satélite começou a perder o interesse. “Não havia justificativa científica ou política para retornar”, diz Rich.

George W. Bush propôs em 2004, durante seu mandato, um plano semelhante ao de Trump: enviar uma nova tripulação à Lua e, de lá, abrir as portas para a conquista de Marte.

Mas o projeto se desfez, segundo Rich, pela mesma razão pela qual não havia se repetido antes: seu custo.

O governo Barack Obama, que sucedeu Bush, não se mostrou disposto a gastar os US$ 104 bilhões (o equivalente a R$ 344,44 bilhões) calculados como o custo da empreitada.

“Na prática, é muito difícil convencer o Congresso a aprovar um orçamento tão exorbitante quando, a partir do ponto de vista científico, não havia razões suficientes para retornar à Lua. O projeto Apollo (para levar o homem até lá) foi grandioso, mas pouco produtivo cientificamente falando”, comenta.

Durante os anos do programa, o montante que o governo dos Estados Unidos destinava aos projetos da Nasa representava quase 5% do orçamento federal. Atualmente, corresponde a menos de 1%.

“Naqueles anos, os americanos estavam convencidos de que destinar tal quantia para esses projetos era necessário. Depois disso, acredito que a maioria da população não estivesse muito convencida da ideia de que seus impostos fossem destinados a um passeio pela Lua”, afirma.

Outra razão, comenta, é que a Nasa se viu envolvida em outros projetos mais importantes nos anos que se seguiram: novos satélites, sondas a Júpiter, pôr em órbita a Estação Espacial Internacional, investigações sobre outras galáxias e planetas, ou seja, projetos que tinham mais “relevância científica” do que uma potencial viagem de volta ao satélite.

A nova corrida espacial

As potenciais viagens à Lua começaram, no entanto, a ganhar novamente interesse nos últimos anos.

Há cada vez mais iniciativas estatais e privadas que não só anunciam um retorno ao satélite, mas também planos ambiciosos de colonização, a maioria baseada no barateamento de tecnologias e na fabricação de naves espaciais.

A China, por exemplo, planeja pousar na superfície da Lua em 2018, enquanto a Rússia anunciou que pretende ter uma nave ali em 2031.

Enquanto isso, muitas iniciativas privadas buscam um modelo de negócios espacial que englobe desde explorar os minerais que existem na Lua até vender fragmentos do satélite como pedras preciosas.

E, ao que parece, os Estados Unidos não querem ficar para trás.

Novas justificativas

A agência espacial americana sustenta há anos que ainda existem grandes razões para voltar à Lua.

A Nasa considera que o retorno do homem poderia trazer um maior conhecimento da ciência lunar e permitir a aplicação de novas tecnologias no solo.

Além disso, Laurie Castillo, porta-voz da Nasa, assegurou à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, que a agência continua na Lua – mesmo sem a presença humana.

“Temos hoje a Lunar Reconnaissance Orbiter (uma sonda especial americana lançada em 2009 para exploração da Lua), que está fazendo coisas impressionantes”, disse

“Mas quando se leva em conta o desenvolvimento tecnológico que alcançamos, você se pergunta se ainda é necessário enviar um homem fisicamente à Lua para comprovar qualquer tecnologia. Então você conclui que as razões para voltar fogem novamente ao meramente científico”, opina o professor Rich.

Logo, o anúncio feito por Trump tem fundo político, avalia.

“Acredito que ele queira dar a ideia de que os Estados Unidos não ficarão para trás na nova corrida espacial.”

Dados os avanços tecnológicos e a aposta do setor privado na conquista especial, Rich não acredita que uma base na Lua ou em Marte esteja longe da realidade.

“Em menos de cem anos, estou quase certo de que a Lua estará muito próxima e que estaremos explorando outros lugares do Universo.”

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Imagem: GETTY IMAGES, AFP, EPA

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Titanic é filmado com qualidade 4k pela 1ª vez (VÍDEO)

Após 14 anos da última visitação, expedição submarina vai ao Titanic e filma vídeo 4k pela primeira vez. Imagens deverão ser exibidas em um documentário.

estilo.online Redação

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No início deste mês uma equipe de exploradores visitou o Titanic durante oito dias. Usando um submergível tripulado, a expedição, liderada pelo renomado explorador Victor Vescovo, desceu a uma profundidade de quase 4.000 metros.

Pela primeira vez, a equipe fez fotos e vídeos de qualidade 4k. As imagens mostram a rápida deterioração que o navio tem sofrido. A corrosão provocada pelo sal da água e bactérias está provocando o colapso do casco.

Em um vídeo de 30 segundos publicado pela EYOSExpeditions, é possível ver o estado atual do Titanic.

Em publicação no site da Atlantic Production (empresa do setor de filmagem e mídia), Victor Vescovo e o historiador do Titanic Parks Stephenson, contaram um pouco o que viram e como se encontra o navio.
“O lugar mais afetado pela deterioração está a estibordo da área onde ficavam os oficiais, exatamente na cabine do capitão. A banheira do capitão, que é a parte favorita dos fãs do Titanic, já se foi. Todo o convés naquele lado está em colapso com os camarotes, e isso continuará”, disse Parks Stephenson.

Mesmo assim, o Titanic continua encantando seus fãs e principalmente quem o vê no fundo do mar.

“É um grande naufrágio. Eu não estava preparado para ver um naufrágio deste tamanho. Foi extraordinário ver aquilo tudo. O melhor momento foi quando estávamos passando do lado do Titanic e as luzes do submergível refletiram em um portal e voltaram para gente. Isso foi como o navio estivesse piscando para mim. Foi maravilhoso”, contou Victor Vescovo.

Em respeito e memória das mais de 1.500 vítimas do naufrágio ocorrido em 15 de abril de 1912, a expedição deixou uma coroa de flores no fundo do mar.

Usando técnicas de realidade aumentada e realidade virtual, as imagens feitas ajudarão a construir uma projeção em 3D que revelará os efeitos da corrosão e as condições atuais da embarcação. A equipe também planeja fazer um documentário usando as imagens feitas durante a expedição.

Tragédia

O Titanic foi um navio de passageiros de origem britânica pertencente à companhia de navegação White Star Line. O navio de luxo era considerado o maior e o mais seguro do mundo. Em 10 de abril de 1912, a embarcação zarpou do porto de Southampton, Reino Unido, e teve seu fim trágico após colidir com um iceberg em 14 de abril do mesmo ano.

Atualmente a embarcação está no norte do Atlântico a 3.810 metros de profundidade e a 596 km a sul da Terra Nova, Canadá.

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Lifestyle

Adotar um cachorro pode ser igual a escolher alguém para namorar

Um estudo realizado por psicólogos da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, revelou que não escolhemos parceiros amorosos (ou cães) com base nas preferências que julgamos ter

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Um estudo realizado por psicólogos da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, revelou que não escolhemos parceiros amorosos (ou cães) com base nas preferências que imaginamos.

A pesquisa, divulgada pela revista Galileu, analisou processos de adoção de cachorros em abrigos para fazer a adoção mais eficiente e entender como os adotantes escolhiam seus pets. Os cientistas perceberam que adotar um companheiro canino tem uma dinâmica similar a que temos na hora de escolher alguém para namorar: e na realidade nem sempre escolhemos companheiros com base nas preferências que julgamos ter.

“O que sabemos neste estudo é o que as pessoas dizem querer num cão nem sempre coincide com o que elas efetivamente escolhem”, contou a líder da pesquisa, Samantha Cohen.

Para efeitos da pesquisa, os investigadores separaram os animais por 13 critérios: idade, sexo, cor, tamanho, se eram ou não abandonados, se haviam sido treinados, nervosismo, senso de proteção, inteligência, excitação, disposição para brincar, afabilidade e nível energético. Depois, foram analisadas as preferências de 1.229 pessoas que visitaram o abrigo de animais, dos quais 145 fizeram uma adoção.

Apesar da maioria dos participantes terem apresentado várias exigências — das quais a característica da afabilidade foi a mais solicitada — os indivíduos acabavam por optar por animais que correspondiam a apenas algumas dessas preferências, como idade e disposição para brincar. Outros critérios que eram pré-definidos pelos futuros donos, como cor e o fato do cão ser abandonado, tiveram uma menor influência na decisão final que levou à adoção.

Os abrigos são ambientes extremamente estressantes, que podem alterar o comportamento real de um cão. Por isso, segundo os investigadores, escolher um bichinho com base na personalidade é equivalente a escolher um parceiro amoroso com base no quão bem falam em público. Para facilitar a adoção de cachorros menos sociáveis e estressados, os abrigos procuram colocá-los em locais temporários e calmos para que os animais demonstrem os seus traços mais amigáveis.

Porém, segundo Cohen, no processo de adoção canina, assim como no mundo do namoro, a aparência também importa. “Conforme muitos psicólogos têm demonstrado em experiências de encontros rápidos, a atração física é muito importante. A maioria das pessoas procura um cachorro bonito”, explicou a cientista.

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Garoto proibido de ver filme do Queen faz homenagem com ukulelê: vídeo

estilo.online Redação

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Um garoto de 13 anos que mora em Cingapura, fã do Queen, foi proibido de assistir ao filme “Bohemian Rhapsody”. Como é menor de idade, o país proíbe a entrada, mas ele não se deu por vencido.

Na época do lançamento, no final do ano passado, Evan J De Silva extravasou a proibição no que ele mais gosta de fazer: tocar músicas do Queen com seu ukulelê, no canal do youtube.

Ele conta que a música do Queen sempre o fascinou, desde 1 ano de idade, quando o pai dele tocou pela primeira vez pra ele ouvir o som da banda lendária do rock.

“Eu não posso assistir ao filme “Bohemian Rhapsody” então vai aqui minha homenagem a Freddie Mercury”, escreveu Evan sobre o vídeo.

História

Evan começou a tocar em 2013 quando tinha apenas 8 anos de idade.

Junto com seu talento no ukulele, o jovem também encontrou sua paixão pela música.

A performance de Evan é surpreendente, requintada e ele toca com um dos hits da banda: “We are the champion”.

Com apenas 13 anos de idade, ele já tem mais habilidade que muito adulto, com o instrumento.

O arranjo

O arranjo também saiu da cabeça dele: personalizado e diferente de tudo que já ouvimos de uma música tão conhecida.

Evan começa uma melodia suave e dedilha o instrumento para imitar a voz de Mercury.

A técnica de Evan faz com que toda emoção da sua paixão pelo Queen fique evidente.

O menino lembra que no final do vídeo tem surpresa!

“Espero que você goste! Oh … e tem surpresa no final do vídeo! ”

Assista:

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