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Perigo ou benefício? Cientista revela papel dos micróbios na nossa vida

A quantidade de células de micro-organismos no organismo humano é dez vezes maior do que todas as outras células devido ao tamanho menor, o que corresponde a 1-2 quilos de peso em cada pessoa. É difícil imaginar um ser humano sem esse conjunto de micro-organismos, que cumpre funções importantíssimas no corpo.

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Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o cientista em microbiologia da Universidade Estatal de Moscou Ilia Serezhkin respondeu às perguntas sobre as espécies e funções dos micróbios, busca de novos antibióticos e muito mais.

Os últimos estudos mudaram o paradigma tradicional de que os micróbios são ruins. Hoje em dia, a maioria dos micróbios é considerada benéfica para as pessoas e o planeta em geral, ressaltou Ilia Serezhkin.

A chamada microbiota tem um papel fundamental para a nossa imunidade, produção de vitaminas e outras substâncias úteis. A influência negativa aparece quando há um desequilíbrio da microbiota e no organismo aparecem microrganismos que não devem lá estar ou apenas devem existir em quantidades mínimas.
A base da flora microbiana do homem é constituída pelos microrganismos que são transmitidos na altura do nascimento pela mãe. Entre eles estão o lactobacilos e as bifidobacterias, que fazem parte da flora intestinal. A microbiota se forma e muda até aos 7 anos e depois permanece mais ou menos estável por toda a vida, excluindo os períodos de infeções e toma de antibióticos.

A vacinação contribui um pouco para a formação da microbiota, mas não significativamente. O quadro microbiano da pessoa depende em primeiro lugar da alimentação, amamentação e do fator externo de limpeza, assinalou o cientista russo.

Considera-se que um ambiente esterilizado, completamente livre de micróbios, é contraindicado as para pessoas, já que a pele perfeitamente limpa logo é ocupada por microrganismos patogénicos. A presença de micro-organismos na pessoa é um fato de treinamento permanente da imunidade, produção de anticorpos e outras proteínas que destroem os micro-organismos patogénicos. Além disso, a microbiota ocupa toda a superfície do corpo humano e não deixa as bactérias se prenderem à nossa pele.

Por essa razão, o cientista não aconselha a usar gel anticéptico se tiver oportunidade de lavar as mãos com água e sabão, já que as substâncias do gel liquidam toda a microbiota, a boa e a má.

Micróbios novos e antibióticos

No século XX, os cientistas pensavam que no intestino humano havia 300-700 tipos de micróbios, mas agora já se conhecem 15-20 mil microrganismos e se descobrem cada vez mais novos tipos e géneros.

Às vezes aparecem notícias sobre descobertas de novas bactérias resistentes a antibióticos. Serezhkin afirma que isso não significa que tais espécies saiam totalmente fora de controlo e que matem todos os pacientes. Tal microrganismo pode ser eliminado por uma ou outra substância.

Desde o século passado a comunidade científica busca novos antibióticos. Apesar de ser um processo difícil, as pesquisas científicas permitem lutar contra os microrganismos patogénicos ou pelo menos prevenir a sua proliferação.
Papel dos micróbios na descontaminação do meio ambiente

A microbiota desempenha um papel importante na degradação de resíduos, tais como produtos petrolíferos e plásticos. Os micróbios são usados em vazamentos de petróleo, pois alguns micro-organismos se alimentam de hidrocarbonetos, principal constituinte dos produtos petrolíferos, transformando-os em água, dióxido de carbono e biomassa.

A eficácia de tal método de liquidação de vazamentos atinge 80-90%, mas é usado apenas nas etapas finais de limpeza das áreas poluídas, por ser um método que leva mais tempo em comparação com os métodos tradicionais.

Onde há mais micróbios em casa?

Os cientistas calcularam que o campeão quanto ao número de micróbios em qualquer casa é a esponja da louça. Ela tem as condições perfeitas para a existência e crescimento de micróbios, havendo restos da comida na sua superfície e sendo um lugar quente e húmido. É desejável mudá-la o mais frequentemente possível, pelo menos uma vez por semana.

Percentagem de micróbios controlados

O cientista russo opina que apenas 10% dos micróbios do “exército microbiano” estão sob controle. A humanidade conseguiu submeter em certo nível os micro-organismos patogênicos, diminuindo a sua quantidade, inclusive no organismo humano. Mas o homem ainda não é capaz de determinar o “quadro microbiano” completo de um determinado lugar, não conseguindo sequer descrever todos os micróbios que habitam o nosso planeta.

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Substância produzida pelo organismo tem potencial para tratar diabetes

Um pesquisador brasileiro identificou uma substância produzida pelo organismo que ajuda a controlar os níveis de glicose

estilo.online Redação

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O pesquisador brasileiro Luiz Osório Leiria, durante pesquisa de pós-doutorado na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, identificou uma substância produzida pelo organismo que ajuda a controlar os níveis de glicose e pode ser uma alternativa para o combate a diabetes. Atualmente ele é pesquisador do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Em artigo publicado na revista Cell Metabolism, Leiria descreve pela primeira vez as funções de tal substância, o lipídio 12-HEPE, um tipo de gordura que é produzida e liberada pelo tecido adiposo marrom. O tecido adiposo marrom está principalmente relacionado à regulação térmica do organismo por meio da produção de calor. Já o tecido adiposo branco é aquele relacionado com a obesidade e tem a função é acumular gordura quando há excedente energético disponível.

Na pesquisa, Leiria descobriu que camundongos obesos tratados com o lipídio 12-HEPE apresentaram maior eficiência na redução dos níveis de glicose no sangue depois de receberem uma injeção com glicose concentrada, na comparação com os camundongos que não tinham recebido o tratamento com o lipídio.

“Mostramos que o 12-HEPE foi capaz de melhorar a tolerância à glicose em animais obesos, o que se deve à capacidade deste [lipídio] de promover a captação da glicose no tecido adiposo e no músculo. Aumentar a tolerância à glicose significa dizer a capacidade de transportar a glicose para os tecidos após uma ingestão alta de alimento (com glicose) reduzindo os níveis de glicose no sangue”, disse Luiz Osório Leiria.

O pesquisador demonstrou que o efeito benéfico do lipídio se deu pela capacidade do 12-HEPE promover a captação de glicose tanto no músculo quanto no próprio tecido adiposo marrom.

A importância da descoberta para um possível tratamento de pessoas com diabetes se dá porque os pacientes nessa condição têm seus níveis de glicose no sangue elevados e precisam de medicação para reduzir esses níveis. Leiria identificou, na pesquisa, que o lipídio 12-HEPE havia realizado a função de diminuir o nível de glicose no sangue entre os camundongos obesos.

“É cedo pra dizer, mas pode significar sim [um novo tipo de tratamento], pois no diabetes tipo 2 que ocorre intolerância à glicose, ou seja, ocorre um defeito da capacidade do organismo em captar a glicose após uma refeição e com isso a glicemia permanece elevada por muito tempo”, explicou.

Nos testes clínicos realizados com pacientes humanos, ao coletar amostras de sangue de pessoas magras e saudáveis, assim como de pacientes com sobrepeso e obesos, verificou-se que a quantidade de 12-HEPE do primeiro grupo foi maior do que no sangue dos pacientes com sobrepeso e obesos.

Ou seja, a pesquisa sugere a possibilidade de que a redução dos níveis desses lipídios na corrente sanguínea de pessoas obesas contribua, de alguma forma, para o aumento da glicose no sangue destes pacientes. A substância ainda não foi testada como tratamento em humanos, mas o pesquisador afirma que pretende fazer os testes no futuro.

Nos testes in vitro em células adiposas provenientes de humanos, os resultados mostraram que 12-HEPE aumentou a captação de glicose. “Em humanos, sabemos duas coisas: os níveis do lipídio são reduzidos em humanos obesos e, quando indivíduos tomam uma droga (Mirabegron) que ativa o tecido adiposo marrom, o lipídio é liberado no sangue”, contou Leiria.

Um remédio já comercializado no país chamado Mirabegron, indicado para o tratamento de uma disfunção urinária conhecida como bexiga hiperativa, tem também a capacidade de ativar o tecido adiposo marrom. A pesquisa de Leiria mostrou que pacientes tratados com esse medicamento têm níveis mais elevados de 12-HEPE no sangue.

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Dorme mal? A negatividade pode estar atrapalhando o sono

Antes de se deitar, coloque os problemas de lado, e pense em coisas coas

estilo.online Redação

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Anda constantemente preocupado, acha que tudo vai dar errado e chega à noite e não consegue dormir? Pois saiba que isso pode ser consequência da negatividade em sua vida.

Um novo estudo concluiu que pessoas pessimistas dormem pior do que aqueles que tentam manter uma atitude positiva em relação à vida.

O estudo é da Universidade de Illinois e nele participaram mais de 3.500 pessoas, com idades entre os 32 e os 51 anos, que foram desafiadas a revelar com quanto entusiasmo ou negatividade encaram determinadas situações. Essas respostas foram depois comparadas com a qualidade do sono de cada um dos participantes.

No final, se verificou que aqueles que apresentavam um maior nível de otimismo conseguiam ciclos de sono de entre seis a nove horas todas as noites, tinham menos insônias e não tinham tanto sono durante o dia.

O jornal Metro britânico salientou sobre a pesquisa que pessoas pessimistas vivem com maiores níveis de stress, sendo este um dos fatores que mais impede as pessoas de conseguir adormecer.

“As pessoas otimistas têm mais facilidade em olhar para os problemas com uma atitude ativa e de interpretar momentos de stress de forma mais positiva, reduzindo as suas preocupações e pensamentos ruminativos quando tentam adormecer”, explica Rosalba Hernandez, uma das responsáveis pelo estudo.

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Cientistas criam vacina pra quem é alérgico a gatos

estilo.online Redação

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Pesquisadores do Hospital Universitário de Zurique, na Suíça publicaram um estudo no Journal of Allergy e Clinical Immunology, sobre a criação de uma vacina para que é alérgico a gatos.

A ciência por trás da ‘vacina’ contra alergia é simples: os gatos produzem a proteína Fel d 1, de acordo com a IFLScience.

Os cientistas suíços testaram sua ‘vacina’ HypoCat em 54 gatos, que então produziram anticorpos que poderiam incapacitar Fel d 1.

“Estamos trabalhando neste projeto há mais de cinco anos. A alergia a gatos é um grande problema e muito difícil para os donos de gatos com alergia. Portanto, nossa abordagem pode ter implicações importantes”, disse Martin Bachmann, um dos pesquisadores do estudo.

Quando

Quando questionado sobre o tamanho da amostra para testar a ‘vacina’, Bachmann respondeu:

“Sentimos que os números e as conclusões são suficientes para impulsionar nosso investimento em desenvolvimento adicional.

Isso também se reflete no fato de que o JACI, o jornal de alergia Nr 1, publicou nosso estudo.

De acordo com Bachmann, a vacina que se chama HypoCat estará disponível “em 2022”.

“Não podemos dizer qual será o valor exato neste momento, mas definitivamente será acessível para os donos de animais na mesma linah de outros produtos veterinários”, disse o pesquisador.

Em 2020, mais estudos de testes de segurança e eficácia serão iniciados. ”

Além disso, Bachmann deu a entender que a equipe de pesquisa está“ iniciando ”o trabalho em uma ‘vacina’ para cães produzirem menos alérgenos.

No Ocidente, 1 em cada 10 pessoas são alérgicas a essa proteína.

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