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Economia

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Nova crise econômica mundial será grave e pode mudar ordem global existente, diz analista

O mundo está à beira de uma iminente crise global provocada pelas ambições excessivas dos Estados: no início de 2019, a dívida mundial alcançou 244 trilhões de dólares e continua crescendo.

estilo.online Redação

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O principal problema atual é a perspectiva de uma recessão deflacionária prolongada e estagnação interminável da economia, como foi no caso do Japão nas últimas décadas, revelou Aleksandr Losev, diretor de uma empresa de gestão de ativos, ao diário Kommersant.

O aumento da carga da dívida e o custo cada vez maior de sua manutenção afetam o crescimento econômico, aumentam os riscos de crédito e a possibilidade de incumprimento de pagamentos, o que no futuro criará dificuldades para refinanciar as dívidas e abrandará o “boom” de crédito que atualmente está estimulando o crescimento global, explicou Losev.

O financista sublinhou que esse processo afetará a situação econômica porque significa “menos novos empréstimos e investimentos, um crescimento econômico mais débil ou até sua cessação completa, mais moratórias, atrasos de pagamento […], crises locais em certas regiões e indústrias que podem causar efeito dominó e sacudir não apenas os mercados financeiros, mas também toda a economia global”.

Segundo Losev, um estudo do Banco Mundial mostrou que, quando a relação dívida/PIB supera 77% durante um longo período de tempo, o crescimento econômico se desacelera e cada ponto percentual da dívida acima deste nível custa ao país 1,7% de crescimento econômico nos países desenvolvidos. Quanto aos países em desenvolvimento, a situação é ainda pior: cada ponto percentual adicional de dívida acima do nível de 64% reduzirá anualmente o crescimento econômico em 2%.

De acordo com previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia mundial irá desacelerar neste ano em 70% dos países.
“Muitas economias não são suficientemente sustentáveis. A alta dívida pública e baixas taxas de juro limitam sua capacidade para superar uma nova recessão”, disse a diretora-executiva do FMI, Christine Lagarde.

Ao mesmo tempo, o analista sublinha que uma nova crise poderia trazer mudanças na ordem global existente.

“Uma crise econômica de grande escala pode levar a mudanças geopolíticas e transformar a ordem mundial existente, que se baseia na desigualdade hierárquica dos Estados, associada com ciclos econômicos longos e padrões tecnológicos, bem como em uma acumulação infinita de capital. A Rússia, bem como a maioria dos países em desenvolvimento, está na periferia desse sistema”, escreveu Losev.

O financista prevê que “a atual ordem mundial começará a mudar rapidamente não no momento da crise, mas quando os Estados não puderem coordenar seus esforços a nível global para manter o sistema econômico e financeiro atual, os princípios e regras do comércio internacional, quando o egoísmo prevalecer, mas a competição não for suficiente”.

Isso levará a uma época de conflitos, à revisão de prioridades, ao protecionismo, mobilização e reindustrialização, ou seja, às prioridade de produção nacional, projetos de grande escala e desenvolvimento da ciência.

Losev aconselha a não esquecer que, em momentos de instabilidade, todas as grandes potências, em virtude de sua posição e interesses de suas elites, negócios e capital, tentam criar sua própria ordem e, até certo ponto, estão prontas para defender esta ordem de várias maneiras, de militares até políticas.

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Walmart muda de nome no Brasil e prevê investir R$ 1,2 bi

A companhia informa que tem como plano reforçar o investimento no canal atacarejo e em clubes de compras

estilo.online Redação

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A rede de varejo Walmart Brasil decidiu mudar sua marca no país para Grupo Big. A troca ocorre cerca de um ano após 80% de suas operações terem sido adquiridas pela empresa de investimentos Advent. Os atuais gestores da companhia tinham um prazo de até três anos para seguir usando a marca americana, contados da data da compra da empresa.

Pesaram na decisão de antecipar a mudança, de um lado, a possibilidade de reduzir o pagamento de royalties e, de outro, o plano de mudar o perfil da rede já apresentando ela com uma nova marca.

A companhia informa que tem como plano reforçar o investimento no canal atacarejo e em clubes de compras.Nessa direção, afirma que irá converter 10 hipermercados em lojas da rede de atacarejo Maxxi que hoje tem 43 unidades. Em comunicado, a empresa afirma que essa bandeira deve ser estratégica para a empresa e atender consumidores finais e comerciantes

O Walmart prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão no Brasil nos próximos 18 meses. O objetivo é a modernização e a ampliação de suas lojas. Elas terão maior foco nos formatos de atacarejo, explorados por rivais como GPA e Carrefour. As concorrentes planejam investimentos para 2019 de, ao menos, R$ 1,6 bilhão.

Ricardo Rodrigues, diretor de gestão de cadeia de suprimentos da AGR Consultores, diz acreditar que o direcionamento de esforços do Walmart em relação ao atacarejo (que oferece preços menores do que as demais modalidades) é consequência de uma perda de espaço generalizada dos hipermercados.

“O atacarejo é visto por grande parte dos consumidores como modelo que traz melhores oportunidades de compra do que o hipermercado, que reinou soberano até a virada do milênio”, afirma.

Segundo Rodrigues, a virada do Grupo Big em relação ao atacarejo acontece tardiamente, com marcas como Assaí e Roldão já bem posicionadas no setor, mas ainda é possível atuar com competitividade nessa área.

Rodrigues diz considerar positiva a mudança da marca da empresa, levando em conta que, em sua visão, o nome Walmart tinha pouco apelo junto ao consumidor brasileiro. “Walmart era uma marca que tocava o ‘top of mind’ de poucos consumidores, talvez alguns que viajavam mais para fora viam alguma diferenciação”, diz.

O agora Grupo Big opera atualmente com cerca de 550 lojas e 50 mil funcionários em 18 estados, além do Distrito Federal. A companhia afirma ser o terceiro maior conglomerado de varejo alimentar do Brasil.Em relação ao hipermercado, a companhia afirma ter, após pesquisas, optado por adotar suas marcas regionais, que possuiriam vínculo emocional com consumidores.

As lojas do modelo nas regiões Sul e Sudeste passarão a se chamar BIG, enquanto no Nordeste, todos os hipermercados serão Big Bompreço”, afirmou a companhia em comunicado à imprensa. “Até junho de 2020, a expectativa é concluir a reforma de 100 hipermercados”, diz o comunicado.

A empresa também afirma que irá reformular sua estratégia de preços e ampliar o sortimento de produtos em 30%. A bandeira Sam’s Club terá, em um período de um ano, dez novas lojas. A primeira será inaugurada no início deste semestre e, até o final do ano, mais três unidades serão abertas, segundo a rede.”

Desde janeiro, a companhia fechou 24 unidades: 13 da bandeira Todo Dia (lojas de bairro), 9 hipermercados e 2 supermercados. A avaliação é que essas lojas apresentavam baixo desempenho.Outras 20 lojas estão em processo de conversão e passam por reforma para que possam operar a partir de outra bandeira do grupo.

Também como parte da reestruturação da empresa, o agora Big anunciou em maio que iria interromper as atividades no comércio eletrônico. Desde 2017, o site da empresa funcionava como marketplace (plataforma para vendas de produtos de terceiros). Foram demitidos na época 70 dos 90 funcionários responsáveis pela operação.

A empresa afirmou que, no futuro, deveria buscar uma convergência entre o canal físico e o digital, indicando que planeja um retorno ao comércio eletrônico no futuro.

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Guerra comercial derruba bolsas no mundo e leva dólar a R$ 3,96

A china devolveu na mesma ‘moeda’ o ataque de Trump e mudou sua política cambial

estilo.online Redação

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A China revidou o ataque da semana passada do governo americano de Donald Trump com novas armas: política cambial e suspensão de compra de produtos agrícolas dos Estados Unidos. O Banco do Povo da China (PBoC), o banco central chinês, permitiu que a moeda perdesse valor e atingisse a barreira psicológica de sete yuans por dólar, valor que não era registrado desde 2008.

O temor de que a escalada da guerra comercial inclua também um embate cambial desestabilizou o mercado em todo o mundo. Em Nova York, os recuos nas Bolsas ficaram entre 2% e 3%. No Brasil, o Ibovespa (principal índice da Bolsa) caiu 2,51% e fechou a 100 mil pontos. Já o dólar avançou 1,66% e atingiu R$ 3,96 – a maior cotação desde 30 de maio.

Na quinta-feira passada, o presidente americano, Donald Trump, anunciou a imposição de uma tarifa de 10% sobre US$ 300 bilhões em produtos chineses, fazendo com que quase todas as mercadorias da China exportadas para os EUA sejam taxadas. Tanto na quinta quanto ontem, Trump criticou Pequim por desvalorizar sua moeda artificialmente para tornar os produtos chineses mais baratos, alavancando as exportações.

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, designou a China como “manipuladora cambial” e anunciou que vai se reunir com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para “eliminar a vantagem competitiva injusta criada pelas ações mais recentes da China”.

No início da manhã de terça-feira (horário da China), 6, o Ministério do Comércio chinês afirmou em nota que as medidas de Trump “são uma séria violação do encontro entre os chefes de Estado da China e dos Estados Unidos” na cúpula do G-20, no fim de junho.

O banco chinês afirmou que a taxa de câmbio está em “nível apropriado” e que não usará o câmbio como ferramenta para lidar com disputas comerciais, em meio à tensão recente no comércio entre as duas potências.

Para economistas, o aumento das tensões entre os dois países indica que as negociações estão longe de ser concluídas – ao contrário do que muitos pensavam – e que o freio na economia global vai ser ainda mais forte. No fim de julho, o FMI já havia reduzido a previsão de crescimento para este ano de 3,3% para 3,2%. No ano passado, a economia global registrou expansão de 3,6%.

“No curto prazo, haverá uma desaceleração da economia adicional”, diz Livio Ribeiro, economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV). “O que estamos vendo não é apenas uma guerra comercial, mas uma discussão geopolítica de quem vai dominar o mundo nos próximos 50 anos. Talvez estejamos em uma nova guerra fria”, acrescentou.

Ribeiro destacou que ainda é cedo para saber se as medidas chinesas são um evento isolado ou uma mudança no tom das respostas que o país vinha adotando, sempre mais moderadas quando comparadas com as americanas.

Impacto. Além de frear a economia global, a escalada da guerra traz uma preocupação extra para os países emergentes como o Brasil. Deve haver uma onda de aversão ao risco, fazendo com que investidores deixem os emergentes para apostar em países tidos como mais seguros. Segundo o economista-chefe do Modalmais, Álvaro Bandeira, nesse caso, o câmbio sofreria mais do que a Bolsa, dado que os investidores estrangeiros têm pouca presença no mercado acionário brasileiro.

Bandeira diz ainda que o fato de o Brasil estar avançando na agenda de reformas não o protege do cenário internacional. “Não dá para fugir (de uma desaceleração global) e pensar que vamos voltar em 2008, quando todos recuaram e o Brasil, não.”

Economista-chefe da Rio Bravo Investimentos, Evandro Buccini afirma que o Brasil poderá, novamente, ampliar as exportações de produtos agrícolas para a China, mas, o impacto negativo com a desaceleração do comércio internacional será predominante.

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Governo avalia novas medidas para reduzir preço do gás de cozinha

O governo pretende derrubar o preço do gás natural

estilo.online Redação

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Com a promessa de derrubar o preço do gás natural em até 40%, a nova política para o setor precisará de medidas adicionais para que a redução chegue à cozinha do brasileiro. Estudo divulgado nesta semana pelo Ministério da Economia lista três medidas para melhorar a competitividade do preço aos consumidores residenciais.

Produzido pela Secretaria de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria (Secap) da pasta, o documento defende o fim da política que concentrou o mercado de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) nos botijões de até 13 quilogramas (kg). A medida pode ser implementada ainda neste mês.

O documento também pede que o Conselho Nacional de Política Econômica (CNPE) recomende à Agência Nacional do Petróleo (ANP) um posicionamento sobre duas medidas anunciadas pelo governo: a liberação da venda fracionada de gás de cozinha e o enchimento de um mesmo botijão por diferentes marcas.

“Entende-se que essas mediadas constituem o ponto de partida para um processo de abertura efetiva do mercado de GLP à multiplicidade de agentes em todos os elos da cadeia, de modo a proporcionar benefícios aos consumidores em decorrência do aumento da concorrência”, destacou o documento. “Nesse sentido, a Secap visa contribuir com a discussão, para que os benefícios advindos do choque de energia barata também possam ser auferidos pelos consumidores residenciais do botijão de gás de cozinha”, diz o documento.

Prevista para ser decidida na reunião do CNPE no fim deste mês, a primeira medida pretende acabar com a política de preços diferenciados e com as restrições de mercado para botijões de gás de até 13 kg. Presentes em 72% do mercado nacional de gás, esses botijões têm o uso proibido em motores, no aquecimento de saunas e piscinas, em caldeiras industriais e em veículos.

Segundo o estudo, essa política barra a entrada de novos agentes no mercado e desestimula a concorrência. Para o Ministério da Economia, não existem provas de que os preços subsidiados para botijões de até 13 kg favoreçam apenas os mais pobres. Segundo a pasta, a população com renda mais elevada apropria-se do benefício. Na avaliação da secretaria, o fim das restrições não resultaria em aumento de preços, mas em aumento de competitividade.

Em relação ao enchimento fracionado de recipientes, o documento informou que as regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para o abastecimento a granel de GLP aplica-se a todos os tipos de recipientes e volumes, sem normas específicas para o enchimento do botijões de 13 kg. Para a secretaria, a venda fracionada pode criar novos modelos de transporte e de compra do gás, resultando em preços mais baixos para o consumidor.

“É possível que, com o fracionamento, venha a existir um modelo de negócios, a exemplo do Uber Eats e iFood que compra alimentos de quaisquer restaurantes e entregam em domicílio, provisionando gás para o consumidor (de qualquer peso) residencial, a partir de qualquer ponto de abastecimento normatizado por meio de regras ABNT”, ressaltou o relatório.

Em relação ao fim da proibição de que um botijão de uma distribuidora seja retornado e enchido por outra, o Ministério da Economia alega que a medida permite a entrada de mais agentes no mercado de distribuição. Isso porque a necessidade de destrocar vasilhames de marcas diferentes da distribuidora antes do enchimento aumenta os custos, beneficiando empresas grandes.

Segundo a pasta, os países que derrubaram a restrição à troca de botijões viram a concorrência aumentar. “Em Portugal, por exemplo, não era permitida a troca de botijões, mas após investigação do órgão de defesa do consumidor, constatou-se que tal prática resultava em falta de competição no mercado, a tal ponto de seus preços serem injustificadamente superiores aos praticados na Espanha”, destacou o estudo.

O Ministério da Economia recomendou mais estudos sobre a prática, com a possibilidade de criação da figura de um Trocador Independente de Botijões, empresa que atuaria com regulação do governo e com remuneração pré-definida (recebendo quantia fixa) para encher botijões de marcas distintas.

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