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Tecnologia

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Erro irreversível: quais os riscos da inteligência artificial ligada ao arsenal nuclear?

O perigo da utilização da inteligência artificial (IA) no setor militar foi discutido com um especialista, na sequência do artigo da Breaking Defence com declarações do ex-secretário adjunto da Defesa dos EUA, Robert Work.

estilo.online Redação

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Segundo o ex-responsável pela Segurança Nacional americana, citado pela revista americana, os militares precisam da IA, mas não há necessidade de exagerar seu papel em futuros conflitos.

O físico e professor assistente da Universidade da Carolina do Norte (EUA), Dr. Mark Gubrud, membro da Comissão Internacional para o Controle de Armas Robotizadas, disse à Sputnik Internacional que a inteligência artificial tem um grande potencial para ser usada em armas, mas os “humanos são melhores a julgar as situações mais complicadas e ambíguas”.

Ataque nuclear iminente

“Infelizmente, na guerra, os erros são muitas vezes irreversíveis, e se os sistemas automatizados começarem a lutar uns contra os outros, poderemos ser incapazes de pará-los, ou mesmo de compreender o que está acontecendo, antes que seja tarde demais”, destaca o professor.

O especialista sugere que a solução seria a criação de um tratado que faça do controle humano de todas as armas uma questão de direito e que permita verificar que não estão sendo utilizadas armas autônomas.

“Os EUA estão alegadamente desenvolvendo sistemas de inteligência artificial para análise de dados de inteligência que poderiam alertar sobre um ataque nuclear iminente da Coreia do Norte […] O que torna isso especialmente perigoso é que os sistemas são destinados a acelerar o processo, tornando a análise mais rápida e antes que os humanos possam verificar ou fazer uma análise alternativa”, afirma o físico, ao ser questionado sobre a pressão do Pentágono na questão da inteligência artificial.

‘Momento mais perigoso’

Na opinião de Gubrud, é improvável que os EUA ou qualquer outra nação permita que um computador lance armas nucleares sem uma decisão humana.

A Rússia supostamente tem um sistema automatizado que pode reagir se um primeiro ataque inimigo destruir a liderança do país, mas o sistema russo envolve seres humanos e só seria ativado se se considerasse que o ataque era realmente iminente, acredita o analista.


Inteligência artificial (IA)

“Infelizmente, esse é o momento mais perigoso […] É exatamente isso que estamos fazendo hoje com a destruição de tratados e a chamada nova corrida armamentista, com novas armas nucleares e não nucleares que encurtam os tempos de ataque e de resposta. Com a perda do Tratado INF, é muito importante que os EUA e a Rússia renovem o START e considerem novas iniciativas, tais como limites aos testes de mísseis e sua implantação, uma proibição de testes de armas hipersônicas, de armas antissatélite, baseadas no espaço e de robôs assassinos.”

Objetivos contraditórios

Quando perguntado sobre o grau de segurança dos sistemas de inteligência artificial, o especialista explica que o “problema fundamental da dissuasão nuclear é que ela só funciona se puder falhar”, ou seja, “se a guerra nuclear continuar sendo uma possibilidade”.

“O controle humano é essencial, mas não é suficiente. A única verdadeira segurança é acabar com a corrida armamentista e acabar com as armas nucleares”, ressalta o professor.

“Com os nossos sistemas de alerta, tentamos garantir que nunca ocorrerá um falso alarme, mas também que estes não deixem de nos avisar de um ataque real […] Com nossos sistemas de comando e controle nuclear, tentamos garantir que o sistema não possa ser acionado por uma ordem não autorizada, um hacker ou um erro interno, mas também que eles funcionarão como pretendido, mesmo sob ataque, se uma ordem adequada for dada”, conclui Gubrud.

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game

Nissan desvenda ‘concepts’ para cadeiras de videogames

A fabricante automóvel inspirou-se em alguns dos seus veículos.

estilo.online Redação

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ANissan poderá aplicar em breve a sua experiência na indústria automóvel a uma área completamente diferente, nomeadamente videogames. A marca japonesa partilhou na sua conta de Twitter três ‘concepts’ de cadeiras para jogadores.

As cadeiras em questão são inspiradas em alguns dos modelos da Nissan, nomeadamente o GT-R Nismo, o Armada e ainda o Leaf. “Todos os verdadeiros jogadores têm o seu trono. Qual destes ‘concepts’ de cadeiras de gaming escolheriam para a derradeira experiência de videogames?” perguntou a marca numa votação.

A votação foi encabeçada pela cadeira inspirada nos assentos do GT-R, seguida pelo ‘concept’ do Armada e, por último, o Leaf. Ainda que a Nissan não adiante a sua intenção de lançar estas cadeiras, é possível que a reação e interesse do público ajudem a tornar estes ‘concepts’ uma realidade.

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Espaço

Astronauta da NASA explica como humanidade pode colonizar Marte

O astronauta da NASA e fisiologista James Pawelczyk supõe que a conquista de Marte possa forçar os seres humanos a buscar caminhos “pouco ortodoxos” de sobreviver no Planeta Vermelho.

estilo.online Redação

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Marte tem uma atmosfera fina demais para proteger o planeta da radiação do Sol ou reter bastante calor. Sem oxigênio e água líquida, Marte é em geral um mundo inóspito que coloca grandes desafios para os potenciais colonizadores.

“Assim que saimos do Cinturão de Van Allen – o campo magnético em redor de nossa Terra – ficamos expostos a formas da radiação muito mais forte”, disse Pawelczyk em uma entrevista ao jornal Daily Express.

“Nós também temos a radiação cósmica galáctica do vento solar. E ela realmente causa estragos na biologia”, adiciona cientista.

Os exploradores espaciais estão bem cientes dos efeitos perigosos da radiação proveniente do espaço, que se pensa causar danos cerebrais e pode potencialmente comprometer uma missão para Marte.

Adaptação para sobreviver

Tendo em conta o nível atual da tecnologia, é pouco provável que a humanidade seja capaz de alterar a atmosfera de Marte, que é cerca de 100 vezes mais fina do que a da Terra e consiste de dióxido de carbono, para tornar o planeta mais habitável para os humanos.

“A ideia de terraformação de Marte é – pelo menos com a tecnologia atual – meio irrealista”, diz Pawelczyk.

O astronauta de 58 anos de idade, que viajou a bordo do ônibus espacial da NASA em 1998, diz que os humanos provavelmente necessitarão de se adaptar ao clima de Marte e descer para o subsolo , a seis ou mais metros abaixo da superfície.

“Sobreviver em Marte na verdade significa ir para o subsolo”, diz James Pawelczyk.

“Nós sabemos que há muita água em Marte… mas o que nós queríamos fazer é alcançar esses lugares para estudar essa água e ver do que se trata, mas também para perceber como usá-la no ambiente de gravidade fraca para poder produzir oxigênio”, explica cientista.

Foto tirada pela sonda Mars Express mostra tempestade de areia perto da calota polar do norte de Marte

A Mars Express, a sonda da Agência Espacial Europeia, há pouco tempo detectou sinais da água que no passado corria pela superfície de Marte. Não foi encontrada água líquida lá; esta aparentemente existe em forma de gelo e vapor na atmosfera.

A NASA está planejando de enviar as primeiras missões humanas para Marte nos anos 2030. O chefe da agência, Jim Bridenstine, disse que ele não descarta o envio de humanos para o espaço em 2033.

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Rede social

Nova funcionalidade do Instagram é inspirada no TikTok

A investigadora Jane Wong contou detalhes da nova funcionalidade do Instagram

estilo.online Redação

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OInstagram não é alheio a lançar novas funcionalidades ‘inspiradas’ em outros aplicativos. As Stories (por exemplo) revelaram-se um autêntico sucesso na rede social mas começaram no Snapchat. Agora, parece que o Instagram vai voltar a ‘se inspirar’ na concorrência e, desta vez, será o TikTok.

A investigadora Jane Wong, que vem ganhando fama revelando informações sobre novas funcionalidades de apps antes de tempo, foi quem revelou a informação. Wong contou que o Instagram está desenvolvendo uma funcionalidade de nome ‘Clips’, a qual permite aos utilizadores reunir excertos de vídeos e uni-los em um só. Além disso, esta nova opção parece ter a capacidade de adicionar música, assim como no TikTok.

Além da informação, a investigadora desvenda ainda imagens da funcionalidade em questão, o que permite ter uma ideia do que será possível esperar do resultado final. Teremos no entanto de esperar pelo anúncio oficial para saber se será apenas uma ideia ou o Instagram colocará a funcionalidade em prática.

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